Boletim Focus 13/04/2026: Inflação em alta, Câmbio em queda e Selic estável.

O que o último Boletim Focus Projeta para o Brasil:

O Boletim Focus de 13 de abril de 2026 reforça um cenário de transição para a economia brasileira. Em 2026, a inflação segue acima da meta, enquanto o PIB avança modestamente. O câmbio mantém estabilidade, e a Selic permanece elevada, com cortes esperados apenas a partir de 2027. O IGP-M acompanha a trajetória do IPCA, com desaceleração gradual. Para os anos seguintes, as projeções sugerem uma convergência mais clara às metas de inflação e uma recuperação econômica lenta, porém sustentável, desde que os desafios fiscais e externos sejam equacionados.


IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo)

O IPCA, índice oficial que mede a inflação no Brasil, apresenta projeções relevantes para os anos de 2025 e 2026. Para 2025, a expectativa é de uma variação de 4,73%, um aumento em relação à previsão anterior de 4,71%, conforme indicado por ▲(5). Esse comportamento reflete pressões inflacionárias ainda presentes na economia, especialmente nos preços administrados, cuja variação projetada para 2025 aumentou para 5,25%, um aumento em relação à previsão anterior de 5,23%, conforme indicado por ▲(1). Já para 2026, a expectativa é de estabilidade, com o IPCA projetado em 3,89%, um aumento em relação à previsão anterior de 3,85%, conforme indicado por ▲(3). Nos meses iniciais de 2025, as projeções mensais mostram moderação, com variações de 0,35% em março e 0,30% em abril. A inflação acumulada nos últimos 12 meses apresenta sinais de desaceleração, caindo de 4,71% para 4,73% até maio de 2025.


PIB (Produto Interno Bruto)

As projeções para o PIB brasileiro indicam um crescimento positivo para os próximos anos. Para 2025, a mediana das expectativas aponta para um crescimento de 2,00% em relação ao ano anterior, sem alterações significativas em relação à previsão anterior, conforme indicado por (1). Esse cenário sugere uma leve melhora na atividade econômica, influenciada por políticas fiscais mais equilibradas e uma demanda interna mais resiliente. Para 2026, a expectativa é de um crescimento ainda mais robusto, com o PIB variando 2,00% sobre o ano anterior, um aumento em relação à previsão anterior de 1,90%, conforme indicado por ▲(1). Nos anos seguintes, as projeções indicam uma recuperação gradual, mas ainda insuficiente para retornar a patamares mais robustos de expansão econômica, com variações projetadas de 2,00% tanto para 2027 quanto para 2028.


Câmbio (R$/US$)

O mercado projeta estabilidade no câmbio para os próximos anos. Para 2025, a taxa de câmbio é esperada em R$ 5,90 por dólar, refletindo leve valorização do real em relação à previsão anterior de R$ 5,95, conforme indicado por ▼(1). Para 2026, a expectativa é de estabilidade em R$ 5,90 por dólar, com tendência de equilíbrio entre oferta e demanda por moeda estrangeira. No curto prazo, a projeção para março de 2025 indica uma taxa de R$ 5,85, com tendência de estabilidade nos meses subsequentes.


Selic (Taxa Básica de Juros)

A Selic, principal instrumento de política monetária do Banco Central, permanece em níveis elevados para conter as pressões inflacionárias. Para 2025, a mediana das expectativas indica que a Selic permanecerá em 12,50% ao ano, sem alterações significativas nas últimas semanas, conforme indicado por (18). Para 2026, a expectativa de corte gradual segue em 10,00% ao ano, com perspectiva de redução para 8,00% até 2028. Nos meses iniciais de 2025, a Selic mantém-se estável em 12,25% ao ano, sem alterações nas últimas semanas.


IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado)

O IGP-M, amplamente utilizado no reajuste de contratos, também apresenta projeções relevantes. Para 2025, a expectativa é de uma variação de 5,45%, um aumento em relação à previsão anterior de 5,23%, conforme indicado por ▲(1). Para 2026, a projeção é de estabilidade, com o índice variando 3,96%, um aumento em relação à previsão anterior de 3,80%, conforme indicado por ▲(2). Nos meses iniciais de 2025, as projeções mensais mostram estabilidade, com variações de 0,02% em março e 0,41% em abril. A inflação acumulada nos últimos 12 meses também apresenta sinais de moderação, com uma alta de 5,23% para 5,45% até maio de 2025.


Resultado Nominal (% do PIB)

O resultado nominal do governo federal, expresso como percentual do PIB, também foi atualizado. Para 2025, a expectativa é de um déficit de -8,50% do PIB, uma queda em relação à previsão anterior de -8,51%, conforme indicado por ▼(1). Para 2026, a projeção é de um déficit menor, com -8,40% do PIB, um aumento em relação à previsão anterior de -8,45%, conforme indicado por ▲(1). Esses números refletem esforços contínuos para controlar as despesas públicas e melhorar a sustentabilidade fiscal.


Conclusão

Essa análise detalhada dos principais indicadores econômicos revela um cenário de ajustes graduais, com desafios no curto prazo, mas perspectivas de estabilização nos anos seguintes. Apesar das pressões inflacionárias e do crescimento econômico modesto, as projeções para 2026 e anos subsequentes sinalizam moderação da inflação e redução gradual da Selic, sugerindo um horizonte de maior estabilidade. O equilíbrio cambial e a convergência do IGP-M ao IPCA reforçam a expectativa de normalização dos indicadores econômicos. Além disso, o resultado nominal do governo mostra avanços na gestão fiscal, embora ainda haja espaço para melhorias significativas.


Mais detalhes sobre o Boletim Focus

IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo

O IPCA é o principal indicador de inflação ao consumidor no Brasil e reflete as variações de preços enfrentadas pelas famílias. De acordo com o Focus de 10 de abril de 2026, as expectativas para o IPCA mostram uma trajetória de desaceleração ao longo dos anos analisados.

Para 2026, a mediana das projeções indica uma inflação de 4,71%, representando um aumento em relação às expectativas de quatro semanas antes, quando estava em 4,10%. Na última semana, havia subido para 4,36%, demonstrando uma tendência de alta nas expectativas inflacionárias. Essa elevação reflete preocupações do mercado com pressões inflacionárias no curto prazo. O boletim registra que essa variação vem ocorrendo há cinco semanas consecutivas, com 157 respondentes contribuindo para essa mediana.

Em 2027, as expectativas se moderam significativamente, com o IPCA projetado em 3,91%, inferior ao esperado para 2026. Isso sugere que o mercado acredita em uma convergência da inflação para patamares mais próximos da meta do Banco Central. A comparação com quatro semanas antes mostra estabilidade relativa, passando de 3,80% para 3,91%, com uma leve alta de três semanas.

Para 2028, as projeções indicam uma estabilização ainda maior, com o IPCA em 3,60%, mantendo-se praticamente estável em relação às semanas anteriores. Esse nível sugere que o mercado espera que a inflação se mantenha controlada e próxima ao centro da meta de inflação do Banco Central.

Em 2029, o IPCA permanece em 3,50%, consolidando a expectativa de uma inflação baixa e controlada. A estabilidade nesse patamar por 32 semanas indica que o mercado tem confiança em uma inflação estruturalmente mais baixa no médio prazo.

Nas projeções mensais para 2026, o IPCA de abril é esperado em 0,50%, maio em 0,32% e junho em 0,28%, refletindo uma desaceleração mensal. A inflação acumulada em 12 meses suavizada é projetada em 4,12%, confirmando as expectativas anuais.

PIB – Produto Interno Bruto

O PIB é o indicador fundamental do crescimento econômico do país, medido como a variação percentual sobre o ano anterior. As projeções do Focus revelam um crescimento econômico modesto e relativamente estável ao longo do período analisado.

Para 2026, o mercado projeta um crescimento do PIB de 1,85%, mantendo-se estável em relação às semanas anteriores. Esse crescimento, embora positivo, é considerado modesto e reflete expectativas de uma economia em expansão lenta. A mediana é baseada em 118 respondentes, com 37 contribuições nos últimos cinco dias úteis.

Em 2027, a expectativa permanece em 1,80%, ligeiramente inferior à de 2026. Essa pequena redução pode indicar que o mercado antecipa uma desaceleração gradual do crescimento econômico, possivelmente devido a fatores estruturais ou políticas monetárias restritivas.

Para 2028, há uma melhora nas expectativas, com o PIB projetado em 2,00%. Esse aumento sugere que o mercado espera uma recuperação do crescimento econômico, possivelmente resultado de melhorias nas condições econômicas globais ou domésticas. Esse nível de crescimento é considerado mais robusto e alinhado com o potencial de longo prazo da economia brasileira.

Em 2029, o PIB mantém-se em 2,00%, consolidando a expectativa de um crescimento econômico mais sustentável. A estabilidade dessa projeção por 56 semanas indica confiança do mercado em uma trajetória de crescimento mais firme no longo prazo.

As projeções de crescimento do PIB, embora modestas, refletem uma economia que continua em expansão, mesmo que em ritmo cauteloso, o que é consistente com as pressões inflacionárias observadas nas expectativas de IPCA.

Câmbio – Taxa de Câmbio R$/US$

A taxa de câmbio é um indicador crucial para a economia brasileira, afetando a competitividade das exportações, o custo das importações e a inflação. As projeções do Focus mostram uma trajetória de apreciação do real em relação ao dólar americano.

Para 2026, o câmbio é projetado em 5,37 reais por dólar, representando uma apreciação em relação às expectativas de quatro semanas antes, quando estava em 5,40. Essa tendência de apreciação continua, com a mediana de uma semana atrás também em 5,40. A apreciação do real é geralmente vista como positiva para o controle da inflação, pois reduz o custo das importações. Essa projeção é baseada em 129 respondentes, com 44 contribuições nos últimos cinco dias úteis.

Em 2027, o câmbio é esperado em 5,40 reais por dólar, representando uma leve depreciação em relação a 2026. Essa mudança pode refletir expectativas de que a pressão apreciadora do real diminua ao longo do tempo, possivelmente devido a fatores como diferenciais de taxa de juros ou fluxos de capital.

Para 2028, a projeção indica um câmbio de 5,46 reais por dólar, continuando a tendência de depreciação gradual. Essa trajetória sugere que o mercado espera uma normalização da taxa de câmbio em relação a patamares historicamente mais altos.

Em 2029, o câmbio é projetado em 5,50 reais por dólar, mantendo a tendência de depreciação do real. Essa projeção, estável por três semanas, indica que o mercado espera uma estabilização da taxa de câmbio em patamares ligeiramente mais altos do que em 2026.

Nas projeções mensais para 2026, o câmbio é esperado em 5,25 reais por dólar para abril, maio e junho, refletindo uma apreciação em relação à projeção anual. Essa variação mensal pode indicar expectativas de flutuações sazonais ou de curto prazo na taxa de câmbio.

SELIC – Taxa de Juros Básica

A SELIC é a taxa de juros básica da economia brasileira, definida pelo Banco Central, e é o instrumento principal de política monetária. As projeções do Focus revelam uma trajetória de redução gradual das taxas de juros ao longo do período analisado.

Para 2026, a SELIC é projetada em 12,50% ao ano, representando uma manutenção em relação às expectativas de uma semana atrás. Comparada com quatro semanas antes, quando estava em 12,25%, há um aumento de 25 pontos base. Essa taxa elevada reflete o esforço do Banco Central em controlar a inflação através de uma política monetária restritiva. A mediana é baseada em 155 respondentes, com 55 contribuições nos últimos cinco dias úteis. Espera-se que a SELIC atinja 12,75% nos próximos cinco dias úteis, indicando possível continuação do ciclo de aperto monetário.

Em 2027, a SELIC é projetada em 10,50% ao ano, representando uma redução significativa de 200 pontos base em relação a 2026. Essa queda substancial reflete a expectativa do mercado de que a inflação será controlada e que o Banco Central iniciará um ciclo de afrouxamento monetário. A projeção é baseada em 150 respondentes, com 54 contribuições nos últimos cinco dias úteis. Espera-se que a SELIC atinja 10,53% nos próximos cinco dias úteis.

Para 2028, a SELIC é projetada em 10,00% ao ano, representando uma redução adicional de 50 pontos base em relação a 2027. Essa trajetória descendente reflete a expectativa de que a inflação continuará sob controle e que a política monetária se tornará progressivamente menos restritiva.

Em 2029, a SELIC é projetada em 9,75% ao ano, mantendo a tendência de redução gradual. Essa taxa, ainda relativamente elevada em termos históricos, reflete a expectativa de que a economia brasileira manterá taxas de juros reais positivas para garantir a estabilidade macroeconômica.

Nas projeções mensais para 2026, a SELIC é esperada em 14,50% para abril e maio, representando um aumento em relação à projeção anual. Isso indica que o mercado espera um aperto monetário adicional no curto prazo, com a taxa atingindo seu pico antes de iniciar o processo de redução. Para junho, a projeção é de 14,00%, sugerindo o início do processo de redução de juros.

IGP-M – Índice Geral de Preços do Mercado

O IGP-M é um índice de inflação que mede as variações de preços no atacado, na construção civil e no varejo, sendo importante para a economia como um todo. As projeções do Focus mostram uma trajetória de inflação moderada para esse indicador.

Para 2026, o IGP-M é projetado em 3,86%, representando um aumento em relação às expectativas de quatro semanas antes, quando estava em 3,40%. Essa elevação reflete pressões inflacionárias no segmento de preços no atacado e na construção civil. A comparação com uma semana atrás mostra uma alta de 0,13 ponto percentual, de 3,73% para 3,86%. A mediana é baseada em 68 respondentes, com 24 contribuições nos últimos cinco dias úteis. Espera-se que o IGP-M atinja 3,97% nos próximos cinco dias úteis, indicando possível continuação da pressão inflacionária.

Em 2027, o IGP-M é projetado em 4,00% ao ano, mantendo-se praticamente estável em relação a 2026. Essa estabilidade reflete a expectativa de que as pressões inflacionárias no segmento de preços no atacado se manterão moderadas. A mediana é baseada em 62 respondentes, com 23 contribuições nos últimos cinco dias úteis.

Para 2028, o IGP-M é projetado em 3,82%, representando uma leve redução em relação a 2027. Essa trajetória sugere que o mercado espera uma desaceleração gradual das pressões inflacionárias nesse segmento.

Em 2029, o IGP-M é projetado em 3,70%, consolidando a expectativa de uma inflação moderada e controlada. A estabilidade dessa projeção por uma semana indica que o mercado tem confiança em uma inflação estruturalmente mais baixa nesse segmento.

Nas projeções mensais para 2026, o IGP-M de abril é esperado em 0,70%, maio em 0,32% e junho em 0,26%, refletindo uma desaceleração mensal. A inflação acumulada em 12 meses suavizada é projetada em 4,90%, confirmando as expectativas anuais de inflação moderada.

Conclusão

O Boletim Focus de 13 de abril de 2026 apresenta um cenário econômico caracterizado por inflação moderada, crescimento econômico lento mas estável, aperto monetário no curto prazo seguido de afrouxamento gradual, e apreciação do real em relação ao dólar. As expectativas do mercado refletem confiança em uma trajetória de estabilização macroeconômica ao longo do período de 2026 a 2029, com convergência da inflação para patamares mais baixos e um crescimento econômico mais sustentável no médio prazo. A política monetária restritiva no curto prazo é vista como necessária para controlar as pressões inflacionárias, com expectativas de afrouxamento gradual conforme a inflação converge para a meta do Banco Central.

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