O que o último Boletim Focus Projeta para o Brasil
O Boletim Focus de 26 de janeiro de 2026 reforça um cenário de transição para a economia brasileira. Em 2026, a inflação segue acima da meta, enquanto o PIB avança modestamente. O câmbio mantém estabilidade, e a Selic permanece elevada, com cortes esperados apenas a partir de 2027. O IGP-M acompanha a trajetória do IPCA, com desaceleração gradual. Para os anos seguintes, as projeções sugerem uma convergência mais clara às metas de inflação e uma recuperação econômica lenta, porém sustentável, desde que os desafios fiscais e externos sejam equacionados.
IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo)
O IPCA, índice oficial que mede a inflação no Brasil, apresenta projeções relevantes para os anos de 2026 e 2027. Para 2026, a expectativa é de uma variação de 4,51%, um recuo em relação à previsão anterior de 4,53%, conforme indicado por ▼(1). Esse comportamento reflete pressões inflacionárias ainda presentes na economia, especialmente nos preços administrados, cuja variação projetada para 2026 caiu para 4,72%, um recuo em relação à previsão anterior de 4,74%, conforme indicado por ▼(1). Já para 2027, a expectativa é de estabilidade, com o IPCA projetado em 4,54%, uma redução em relação à previsão anterior de 4,56%, conforme indicado por ▼(1). Nos meses iniciais de 2026, as projeções mensais mostram moderação, com variações de 0,37% em janeiro e 0,33% em fevereiro. A inflação acumulada nos últimos 12 meses apresenta sinais de desaceleração, caindo de 4,53% para 4,51% até março de 2026.
PIB (Produto Interno Bruto)
As projeções para o PIB brasileiro indicam um crescimento positivo para os próximos anos. Para 2026, a mediana das expectativas aponta para um crescimento de 1,70% em relação ao ano anterior, sem alterações significativas em relação à previsão anterior, conforme indicado por (1). Esse cenário sugere uma leve melhora na atividade econômica, influenciada por políticas fiscais mais equilibradas e uma demanda interna mais resiliente. Para 2027, a expectativa é de um crescimento ainda mais robusto, com o PIB variando 2,00% sobre o ano anterior, um aumento em relação à previsão anterior de 1,90%, conforme indicado por ▲(1). Nos anos seguintes, as projeções indicam uma recuperação gradual, mas ainda insuficiente para retornar a patamares mais robustos de expansão econômica, com variações projetadas de 2,00% tanto para 2028 quanto para 2029.
Câmbio (R$/US$)
O mercado projeta estabilidade no câmbio para os próximos anos. Para 2026, a taxa de câmbio é esperada em R$ 5,90 por dólar, refletindo leve valorização do real em relação à previsão anterior de R$ 5,95, conforme indicado por ▼(1). Para 2027, a expectativa é de estabilidade em R$ 5,90 por dólar, com tendência de equilíbrio entre oferta e demanda por moeda estrangeira. No curto prazo, a projeção para janeiro de 2026 indica uma taxa de R$ 5,85, com tendência de estabilidade nos meses subsequentes.
Selic (Taxa Básica de Juros)
A Selic, principal instrumento de política monetária do Banco Central, permanece em níveis elevados para conter as pressões inflacionárias. Para 2026, a mediana das expectativas indica que a Selic permanecerá em 12,50% ao ano, sem alterações significativas nas últimas semanas, conforme indicado por (18). Para 2027, a expectativa de corte gradual segue em 10,00% ao ano, com perspectiva de redução para 8,00% até 2028. Nos meses iniciais de 2026, a Selic mantém-se estável em 12,25% ao ano, sem alterações nas últimas semanas.
IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado)
O IGP-M, amplamente utilizado no reajuste de contratos, também apresenta projeções relevantes. Para 2026, a expectativa é de uma variação de 4,74%, um recuo em relação à previsão anterior de 4,76%, conforme indicado por ▼(1). Para 2027, a projeção é de estabilidade, com o índice variando 4,64%, um aumento em relação à previsão anterior de 4,66%, conforme indicado por ▲(1). Nos meses iniciais de 2026, as projeções mensais mostram estabilidade, com variações de 0,02% em janeiro e 0,36% em fevereiro. A inflação acumulada nos últimos 12 meses também apresenta sinais de moderação, com uma alta de 5,22% para 5,24% até março de 2026.
Resultado Nominal (% do PIB)
O resultado nominal do governo federal, expresso como percentual do PIB, também foi atualizado. Para 2026, a expectativa é de um déficit de -8,40% do PIB, uma queda em relação à previsão anterior de -8,45%, conforme indicado por ▼(1). Para 2027, a projeção é de um déficit menor, com -8,30% do PIB, um aumento em relação à previsão anterior de -8,35%, conforme indicado por ▲(1). Esses números refletem esforços contínuos para controlar as despesas públicas e melhorar a sustentabilidade fiscal.
Conclusão
Essa análise detalhada dos principais indicadores econômicos revela um cenário de ajustes graduais, com desafios no curto prazo, mas perspectivas de estabilização nos anos seguintes. Apesar das pressões inflacionárias e do crescimento econômico modesto, as projeções para 2027 e anos subsequentes sinalizam moderação da inflação e redução gradual da Selic, sugerindo um horizonte de maior estabilidade. O equilíbrio cambial e a convergência do IGP-M ao IPCA reforçam a expectativa de normalização dos indicadores econômicos. Além disso, o resultado nominal do governo mostra avanços na gestão fiscal, embora ainda haja espaço para melhorias significativas.
Mais detalhes sobre o Boletim Focus
O Boletim Focus de 26 de janeiro de 2026 apresenta uma visão abrangente das expectativas do mercado para as principais variáveis macroeconômicas brasileiras, incluindo inflação (IPCA), atividade econômica (PIB), taxa de câmbio, taxa Selic e IGP‑M, tanto no horizonte de curto prazo (meses iniciais de 2026) quanto no horizonte de médio prazo (anos de 2026 a 2029). A seguir, é feita uma análise detalhada desses indicadores, com foco na trajetória esperada ao longo dos anos citados no relatório.
Começando pelo IPCA, que é a principal medida de inflação utilizada como referência para o regime de metas no Brasil, observa-se que a mediana das expectativas para o ano de 2026 é de 4,00%. Há quatro semanas, a projeção estava em 4,05% e, na semana anterior, em 4,02%, demonstrando uma leve trajetória de queda recente nas expectativas, ainda que bastante gradual. Esse recuo, indicado como diminuição há três semanas consecutivas, sugere uma percepção de que a inflação está relativamente controlada, convergindo lentamente para um patamar um pouco mais baixo dentro do horizonte relevante da política monetária.
Para o ano de 2027, o mercado projeta um IPCA de 3,80%, valor que se mantém estável em relação às semanas anteriores (3,80% há quatro semanas e 3,80% há uma semana). Essa estabilidade indica que o mercado já enxerga uma inflação próxima a um nível mais baixo e compatível com metas de inflação mais apertadas, sem necessidade de revisões recentes. Para 2028, a mediana está em 3,50%, também estável em relação às quatro semanas e à semana anterior, o que reforça a visão de desinflação gradual ao longo do tempo, com a inflação convergindo para um patamar de 3,5%. Essa estabilidade já dura diversas semanas, o que mostra um consenso consolidado. O mesmo ocorre em 2029, para o qual a projeção também é de 3,50%, igualmente sem alteração em relação às semanas anteriores. Assim, a leitura para IPCA no horizonte 2026‑2029 é de um processo de moderação inflacionária: começa em 4,00% em 2026 e se estabiliza em 3,50% nos anos posteriores, indicando a percepção de que a política econômica e, em particular, a política monetária serão capazes de manter a inflação relativamente ancorada no médio e longo prazos.
No curto prazo, a análise mensal reforça essa visão de inflação sob controle, embora com alguma oscilação pontual. Para janeiro de 2026, a expectativa de variação do IPCA é de 0,35%, praticamente estável em relação às últimas semanas (0,36% há quatro semanas, 0,35% há uma semana e 0,35% no dado atual). A ausência de mudanças recentes mostra que o mercado já tem uma leitura relativamente consolidada para o comportamento da inflação naquele mês. Em fevereiro de 2026, a mediana é de 0,54%, levemente maior que as projeções anteriores (0,53% há quatro semanas e há uma semana, com aumento na comparação semanal). Isso sugere algum fator pontual de pressão de preços em fevereiro, possivelmente relacionado a reajustes sazonais de serviços ou administrados, mas ainda dentro de um quadro considerado normal. Para março de 2026, a mediana caiu ligeiramente para 0,34%, vindo de 0,35% nas semanas anteriores, apontando um comportamento um pouco mais benigno da inflação no fim do primeiro trimestre. A inflação acumulada em 12 meses suavizada aparece próxima de 4,01%, com pequena oscilação, o que é coerente com a projeção anual de 4,00% para 2026. Em paralelo, a inflação de preços administrados em 2026 é projetada em 3,76%, um pouco acima dos 3,72% de quatro semanas atrás, sinalizando aumento recente das expectativas para esse grupo específico e sugerindo alguma pressão de tarifas e preços regulados, ainda que moderada.
Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o Boletim Focus registra uma expectativa de crescimento modesto, porém estável, para a economia brasileira. Para 2026, a mediana da variação do PIB é de 1,80%, sem alteração em relação a quatro semanas ou a uma semana atrás. Isso mostra que o mercado enxerga um cenário de crescimento baixo, porém positivo, sem revisões significativas no curto prazo. O número de semanas com estabilidade na projeção reforça a ideia de que há um consenso de que a economia continuará em ritmo moderado, sem aceleração vigorosa, mas também sem recessão. Para 2027, a projeção também é de 1,80%, novamente estável, o que indica que o mercado não espera grandes mudanças na velocidade de crescimento no ano seguinte.
Já para 2028, a expectativa de PIB é de 2,00%, igualmente estável frente às semanas anteriores. Esse aumento de 1,80% em 2026‑2027 para 2,00% em 2028 sugere uma ligeira melhora na perspectiva de crescimento de médio prazo, possivelmente associada a um ambiente de inflação mais baixa, juros em patamar estruturalmente menor e maior previsibilidade macroeconômica. Em 2029, a projeção permanece em 2,00%, sem alterações semanais, o que revela que, para o horizonte mais longo, o mercado vê o Brasil crescendo em torno de 2% ao ano, um ritmo ainda limitado para padrões de economias emergentes, mas superior ao observado em períodos de estagnação. A combinação de crescimento moderado com inflação em queda sugere um cenário de estabilização macroeconômica, porém sem forte dinamismo econômico. A leitura implícita é de desafios estruturais ainda não resolvidos, que impeçam uma aceleração mais robusta do PIB no longo prazo.
No que se refere à taxa de câmbio, o Boletim Focus aponta expectativas relativamente estáveis, porém com leve tendência de desvalorização cambial ao longo dos anos. Para 2026, a projeção mediana do câmbio é de R$ 5,50 por dólar, sem variação em relação às quatro semanas e à semana anterior, o que reflete certa estabilidade na percepção de risco e nas condições externas e internas no curto prazo. Para 2027, no entanto, observa-se uma pequena alta: a mediana para o fim do ano passou de R$ 5,50 para R$ 5,51, registrando uma variação de alta, ainda que mínima. Em 2028, a projeção é de R$ 5,52, estável em relação às semanas anteriores, indicando uma trajetória muito suave de depreciação do real. Para 2029, a expectativa já sobe para R$ 5,58, levemente acima dos R$ 5,56 e R$ 5,57 observados há quatro e uma semana, respectivamente, mostrando um pequeno aumento recente na visão de desvalorização da moeda no longo prazo.
Na leitura de curtíssimo prazo, as projeções de câmbio mês a mês também sugerem um movimento suave de apreciação recente, antes de se estabilizar. Para janeiro de 2026, a mediana é de R$ 5,38, abaixo dos valores de semanas anteriores (R$ 5,43 há quatro semanas e R$ 5,40 há uma semana), o que indica uma percepção de real ligeiramente mais forte no curto prazo. Em fevereiro de 2026, a projeção segue a mesma direção, com a taxa esperada passando para R$ 5,39, ante R$ 5,43 e R$ 5,41 nas semanas anteriores. Em março de 2026, a expectativa continua próxima, em torno de R$ 5,40, abaixo das projeções de semanas anteriores, mantendo a leitura de uma leve apreciação do real. Entretanto, quando se observa o horizonte anual até 2029, predomina a expectativa de que, apesar de oscilações de curto prazo, a tendência é de uma depreciação moderada da moeda nacional em relação ao dólar, possivelmente refletindo diferenciais de juros, expectativas de crescimento, risco país e cenário internacional.
A taxa Selic, principal instrumento de política monetária, apresenta um perfil de expectativa que combina um patamar ainda alto no curtíssimo prazo com uma trajetória de queda ao longo dos anos. Para 2026, a mediana da Selic ao fim do ano é de 12,25% ao ano, sem alteração em relação às semanas anteriores. Esse nível indica que o mercado ainda projeta uma taxa real relativamente elevada, coerente com a necessidade de consolidar o processo de desinflação após anos de inflação elevada e incertezas fiscais. Para 2027, a expectativa cai para 10,50%, também estável em relação às últimas semanas, mostrando que o mercado prevê um ciclo gradual de redução de juros à medida que a inflação se aproxima de níveis mais baixos e estáveis.
Em 2028, a projeção de Selic recua para 10,00%, após ter se situado em 9,75% há quatro semanas e 10,00% há uma semana, com leve movimento de alta recente, sugerindo algum ajuste de percepção em relação ao juro estrutural da economia. Mesmo assim, a trajetória de 12,25% em 2026 para 10,50% em 2027 e 10,00% em 2028 revela um cenário de afrouxamento gradual. Em 2029, a mediana é de 9,50%, estável nas últimas semanas, o que indica que o mercado vê a taxa básica convergindo para um dígito no mais longo prazo, mas ainda em patamar relativamente alto para padrões internacionais, refletindo características estruturais da economia brasileira (como risco fiscal, prêmio de risco, baixa poupança interna e inércia inflacionária).
No curtíssimo prazo, o documento também mostra expectativas de Selic para meses específicos. Em janeiro de 2026, o Focus traz uma taxa Selic de 15,00% ao ano, estável há várias semanas, revelando que, naquele momento, a taxa básica ainda se encontrava em nível muito elevado para combater a inflação acumulada. Já para março de 2026, a expectativa de Selic é de 14,50%, também estável há muitas semanas, apontando uma trajetória de redução da taxa ao longo do primeiro trimestre. O contraste entre os 15,00% de janeiro e os 12,25% esperados para o fim de 2026 mostra que o mercado projeta um ciclo de cortes relativamente prolongado, porém conduzido com cautela, de modo a não comprometer a convergência da inflação às metas.
No que diz respeito ao IGP‑M, índice de preços amplamente utilizado como referência em contratos, especialmente de aluguel comercial e residencial, o Focus mostra um cenário de inflação moderada, com pequenas oscilações ao longo dos anos. Para 2026, a mediana de variação anual do IGP‑M é de 3,87%, ligeiramente abaixo dos 3,95% projetados há quatro semanas e dos 3,92% da semana anterior. Essa pequena redução nas expectativas sinaliza que o mercado enxergou recentemente um ambiente de menor pressão de custos em componentes sensíveis à taxa de câmbio e a preços de atacado, que costumam ter grande peso no IGP‑M. Para 2027, a projeção de IGP‑M é de 4,00%, estável frente às semanas anteriores, sugerindo uma expectativa de inflação um pouco mais elevada nesse índice, possivelmente por conta de uma combinação de dinâmica cambial e preços de commodities ao longo do período.
Em 2028, a mediana volta a 3,85%, estável nas últimas semanas, o que indica uma percepção de que eventuais pressões inflacionárias em 2027 seriam temporárias, com retorno do índice a um patamar mais próximo, embora ligeiramente acima, do IPCA projetado. Para 2029, o Focus sinaliza 3,71%, com leve alta recente em relação às semanas anteriores (3,73 e 3,70), mas ainda dentro de um intervalo estreito em torno de 3,7%. Em linhas gerais, o IGP‑M se mantém em níveis moderados entre 2026 e 2029, variando aproximadamente entre 3,7% e 4,0%, sem indicar riscos de inflação explosiva nesse índice, embora conservando certa sensibilidade a choques externos e cambiais, dado seu perfil de composição.
No curto prazo, as projeções mensais do IGP‑M reforçam esse quadro de relativa estabilidade com oscilações marginais. Para janeiro de 2026, a expectativa é de alta de 0,33%, ligeiramente acima das semanas anteriores, indicando uma pequena aceleração naquele mês. Em fevereiro de 2026, a projeção recua para 0,30%, após 0,32% e 0,31% nas semanas anteriores, o que mostra desaceleração. Para março de 2026, a mediana permanece em 0,34%, praticamente estável. A inflação acumulada em 12 meses para o IGP‑M gira em torno de 3,89% a 3,97%, convergindo para a projeção anual de 3,87% em 2026, o que reforça a consistência das expectativas do mercado para esse índice.
De forma complementar, embora não solicitado explicitamente, vale mencionar que as expectativas para as contas externas e o quadro fiscal ajudam a contextualizar a trajetória dos indicadores analisados. A conta corrente para 2026 apresenta déficit projetado de US$ 67,80 bilhões, ligeiramente acima da expectativa de quatro semanas atrás, sugerindo algum aumento na percepção de necessidade de financiamento externo. Ao mesmo tempo, a balança comercial mostra superávit elevado, com mediana de US$ 67,65 bilhões em 2026 e valores ainda maiores nos anos seguintes (chegando a US$ 75 bilhões em 2029), o que indica um setor externo apoiado em forte saldo comercial, compensando parcialmente o déficit em conta corrente.
No âmbito fiscal, a dívida líquida do setor público como proporção do PIB é esperada em 70,36% em 2026, subindo gradualmente ao longo dos anos, enquanto o resultado primário permanece levemente negativo em 2026 e melhora em direção a 2029, ainda com desafios. Essa combinação de déficit em conta corrente, dívida crescente e esforço fiscal apenas parcial tende a influenciar tanto o prêmio de risco quanto as expectativas de taxa de juros e câmbio no médio prazo, explicando, em parte, o juro estrutural ainda elevado e a expectativa de depreciação gradual do real.
Em síntese, o Boletim Focus de 23 de janeiro de 2026 projeta um cenário de inflação em queda gradual e bem ancorada, com o IPCA deslocando-se de 4,00% em 2026 para 3,50% a partir de 2028, crescimento do PIB moderado em torno de 1,8% a 2,0% ao ano, taxa de câmbio com leve tendência de depreciação no longo prazo, taxa Selic em trajetória de redução lenta a partir de níveis ainda muito elevados e IGP‑M em patamar de inflação moderada. O conjunto dessas expectativas sugere um ambiente macroeconômico de relativa estabilidade, mas com crescimento econômico limitado e juros estruturalmente altos, refletindo desafios fiscais e estruturais ainda presentes na economia brasileira.