Boletim Focus 23/02/2026: Inflação, Selic e Câmbio em queda.

O que o último Boletim Focus Projeta para o Brasil

O Boletim Focus de 23 de fevereiro de 2026 reforça um cenário de transição para a economia brasileira. Em 2026, a inflação segue acima da meta, enquanto o PIB avança modestamente. O câmbio mantém estabilidade, e a Selic permanece elevada, com cortes esperados apenas a partir de 2027. O IGP-M acompanha a trajetória do IPCA, com desaceleração gradual. Para os anos seguintes, as projeções sugerem uma convergência mais clara às metas de inflação e uma recuperação econômica lenta, porém sustentável, desde que os desafios fiscais e externos sejam equacionados.


IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo)

O IPCA, índice oficial que mede a inflação no Brasil, apresenta projeções relevantes para os anos de 2026 e 2027. Para 2026, a expectativa é de uma variação de 4,57%, um recuo em relação à previsão anterior de 4,59%, conforme indicado por ▼(1). Esse comportamento reflete pressões inflacionárias ainda presentes na economia, especialmente nos preços administrados, cuja variação projetada para 2026 caiu para 4,78%, um recuo em relação à previsão anterior de 4,80%, conforme indicado por ▼(1). Já para 2027, a expectativa é de estabilidade, com o IPCA projetado em 4,60%, uma redução em relação à previsão anterior de 4,62%, conforme indicado por ▼(1). Nos meses iniciais de 2026, as projeções mensais mostram moderação, com variações de 0,34% em fevereiro e 0,30% em março. A inflação acumulada nos últimos 12 meses apresenta sinais de desaceleração, caindo de 4,59% para 4,57% até abril de 2026.


PIB (Produto Interno Bruto)

As projeções para o PIB brasileiro indicam um crescimento positivo para os próximos anos. Para 2026, a mediana das expectativas aponta para um crescimento de 1,70% em relação ao ano anterior, sem alterações significativas em relação à previsão anterior, conforme indicado por (1). Esse cenário sugere uma leve melhora na atividade econômica, influenciada por políticas fiscais mais equilibradas e uma demanda interna mais resiliente. Para 2027, a expectativa é de um crescimento ainda mais robusto, com o PIB variando 2,00% sobre o ano anterior, um aumento em relação à previsão anterior de 1,90%, conforme indicado por ▲(1). Nos anos seguintes, as projeções indicam uma recuperação gradual, mas ainda insuficiente para retornar a patamares mais robustos de expansão econômica, com variações projetadas de 2,00% tanto para 2028 quanto para 2029.


Câmbio (R$/US$)

O mercado projeta estabilidade no câmbio para os próximos anos. Para 2026, a taxa de câmbio é esperada em R$ 5,90 por dólar, refletindo leve valorização do real em relação à previsão anterior de R$ 5,95, conforme indicado por ▼(1). Para 2027, a expectativa é de estabilidade em R$ 5,90 por dólar, com tendência de equilíbrio entre oferta e demanda por moeda estrangeira. No curto prazo, a projeção para fevereiro de 2026 indica uma taxa de R$ 5,85, com tendência de estabilidade nos meses subsequentes.


Selic (Taxa Básica de Juros)

A Selic, principal instrumento de política monetária do Banco Central, permanece em níveis elevados para conter as pressões inflacionárias. Para 2026, a mediana das expectativas indica que a Selic permanecerá em 12,50% ao ano, sem alterações significativas nas últimas semanas, conforme indicado por (18). Para 2027, a expectativa de corte gradual segue em 10,00% ao ano, com perspectiva de redução para 8,00% até 2028. Nos meses iniciais de 2026, a Selic mantém-se estável em 12,25% ao ano, sem alterações nas últimas semanas.


IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado)

O IGP-M, amplamente utilizado no reajuste de contratos, também apresenta projeções relevantes. Para 2026, a expectativa é de uma variação de 4,80%, um recuo em relação à previsão anterior de 4,82%, conforme indicado por ▼(1). Para 2027, a projeção é de estabilidade, com o índice variando 4,70%, um aumento em relação à previsão anterior de 4,72%, conforme indicado por ▲(1). Nos meses iniciais de 2026, as projeções mensais mostram estabilidade, com variações de 0,02% em fevereiro e 0,39% em março. A inflação acumulada nos últimos 12 meses também apresenta sinais de moderação, com uma alta de 5,28% para 5,30% até abril de 2026.


Resultado Nominal (% do PIB)

O resultado nominal do governo federal, expresso como percentual do PIB, também foi atualizado. Para 2026, a expectativa é de um déficit de -8,40% do PIB, uma queda em relação à previsão anterior de -8,45%, conforme indicado por ▼(1). Para 2027, a projeção é de um déficit menor, com -8,30% do PIB, um aumento em relação à previsão anterior de -8,35%, conforme indicado por ▲(1). Esses números refletem esforços contínuos para controlar as despesas públicas e melhorar a sustentabilidade fiscal.


Conclusão

Essa análise detalhada dos principais indicadores econômicos revela um cenário de ajustes graduais, com desafios no curto prazo, mas perspectivas de estabilização nos anos seguintes. Apesar das pressões inflacionárias e do crescimento econômico modesto, as projeções para 2027 e anos subsequentes sinalizam moderação da inflação e redução gradual da Selic, sugerindo um horizonte de maior estabilidade. O equilíbrio cambial e a convergência do IGP-M ao IPCA reforçam a expectativa de normalização dos indicadores econômicos. Além disso, o resultado nominal do governo mostra avanços na gestão fiscal, embora ainda haja espaço para melhorias significativas.


Mais detalhes sobre o Boletim Focus

IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo

O IPCA é o principal indicador de inflação utilizado pelo Banco Central para o cumprimento da meta de inflação. Segundo o Focus de fevereiro de 2026, a mediana das expectativas para o IPCA em 2026 é de 3,91%, apresentando uma trajetória decrescente ao longo do período analisado. Na comparação com quatro semanas antes, houve redução de sete centésimos percentuais, e com uma semana antes, redução de quatro centésimos, indicando uma tendência de desaceleração das expectativas inflacionárias.

Para 2027, as expectativas apontam para uma inflação de 3,80%, mantendo-se estável em relação às projeções anteriores. Este patamar representa uma consolidação do processo desinflacionário esperado para o ano anterior. Já para 2028, o mercado projeta uma inflação de 3,50%, continuando a trajetória de queda. A projeção para 2029 mantém-se em 3,50%, sugerindo que o mercado espera uma estabilização da inflação em patamares próximos ao centro da meta de inflação do Banco Central.

A análise dos dados mensais para fevereiro, março e abril de 2026 revela uma inflação esperada bastante moderada, com variações de 0,45%, 0,33% e 0,39% respectivamente. A inflação suavizada em doze meses para 2026 é projetada em 3,96%, confirmando as expectativas de um ano com inflação controlada. Este cenário sugere que as medidas de política monetária e fiscal implementadas têm surtido efeito na contenção das pressões inflacionárias.

PIB – Produto Interno Bruto

O crescimento econômico esperado para 2026 é de 1,82%, conforme a mediana do Focus de fevereiro. Este crescimento, embora modesto, representa uma ligeira aceleração em relação às projeções de quatro semanas antes, que apontavam para 1,80%. O número de respondentes que contribuíram para esta projeção foi de 119 instituições nos últimos trinta dias, conferindo robustez à estimativa.

Para 2027, as expectativas apontam para um crescimento de 1,80%, mantendo-se praticamente estável em relação ao ano anterior. Este patamar de crescimento reflete um cenário de economia operando próximo ao seu potencial, porém com limitações estruturais que impedem acelerações mais significativas. As projeções para 2027 permaneceram inalteradas em relação às semanas anteriores, indicando consenso entre os analistas sobre este cenário.

Em 2028, o mercado projeta uma aceleração do crescimento para 2,00%, sugerindo uma melhora nas condições econômicas. Esta elevação de vinte centésimos percentuais em relação aos anos anteriores pode estar associada a expectativas de melhora nas condições de crédito, investimento privado e demanda externa. A projeção para 2028 sofreu uma elevação significativa de 102 centésimos em relação a quatro semanas antes, refletindo uma revisão altista das perspectivas de crescimento.

Para 2029, as expectativas mantêm o crescimento em 2,00%, consolidando um cenário de economia em expansão moderada. Este padrão de crescimento, embora contenha, reflete as limitações estruturais da economia brasileira e as incertezas macroeconômicas que cercam o período.

Câmbio – Taxa de Câmbio Real/Dólar

A taxa de câmbio é um indicador crucial para a economia brasileira, afetando a competitividade das exportações e o custo das importações. Segundo o Focus de fevereiro de 2026, a mediana das expectativas para o câmbio em 2026 é de 5,45 reais por dólar, apresentando uma apreciação do real em relação às projeções de quatro semanas antes, que apontavam para 5,50.

Para 2027, o mercado projeta uma taxa de câmbio de 5,50 reais por dólar, indicando uma leve depreciação do real em relação ao ano anterior. Esta projeção permaneceu estável em relação às semanas anteriores, sugerindo consenso entre os analistas. A expectativa de depreciação gradual pode estar associada a fatores como diferenciais de taxa de juros e dinâmica de fluxos de capital.

Em 2028, a mediana das expectativas aponta para 5,50 reais por dólar, mantendo-se estável em relação a 2027. Este patamar de câmbio reflete expectativas de que a economia brasileira continuará a enfrentar pressões sobre a moeda, possivelmente relacionadas a déficits em conta corrente e dinâmica de fluxos de capital.

Para 2029, as expectativas apontam para uma taxa de câmbio de 5,52 reais por dólar, representando uma leve depreciação adicional. A comparação com semanas anteriores mostra uma elevação de um centésimo em relação a uma semana antes, indicando uma revisão altista das expectativas de depreciação. Ao longo dos dados mensais para fevereiro, março e abril de 2026, observa-se uma trajetória consistente de apreciação do real, com projeções caindo de 5,39 para 5,22 reais por dólar, sugerindo expectativas de fortalecimento da moeda no curto prazo.

SELIC – Sistema Especial de Liquidação e de Custódia

A taxa SELIC é o principal instrumento de política monetária do Banco Central e afeta toda a estrutura de taxas de juros da economia. Segundo o Focus de fevereiro de 2026, a mediana das expectativas para a SELIC em 2026 é de 12,13% ao ano, apresentando uma redução de doze centésimos em relação a quatro semanas antes, quando era projetada em 12,25%.

Para 2027, o mercado projeta uma SELIC de 10,50% ao ano, representando uma redução significativa de 163 centésimos em relação a 2026. Esta queda substancial reflete expectativas de que o processo de desinflação permitirá ao Banco Central reduzir a taxa de juros de forma gradual ao longo do período. A projeção para 2027 sofreu uma redução de 54 centésimos em relação a quatro semanas antes, indicando uma revisão altista das expectativas de cortes de taxa.

Em 2028, as expectativas apontam para uma SELIC de 10,00% ao ano, continuando o processo de redução de juros. A queda de 50 centésimos em relação a 2027 sugere que o mercado espera uma normalização gradual das taxas de juros conforme a inflação converge para a meta. A projeção para 2028 permaneceu praticamente estável em relação às semanas anteriores, com apenas cinco centésimos de variação.

Para 2029, o mercado projeta uma SELIC de 9,50% ao ano, representando uma continuação do processo de normalização das taxas de juros. Esta trajetória de redução gradual da SELIC ao longo do período reflete expectativas de que a inflação será controlada e que a economia operará em um ambiente de juros mais normalizados. Os dados mensais para fevereiro, março e abril de 2026 apontam para uma SELIC de 14,50% em fevereiro, mantendo-se estável em março e reduzindo para 14,00% em abril, sugerindo expectativas de manutenção da taxa no curto prazo seguida de redução.

IGP-M – Índice Geral de Preços do Mercado

O IGP-M é um indicador importante de inflação de preços no atacado e é frequentemente utilizado como referência para reajustes contratuais. Segundo o Focus de fevereiro de 2026, a mediana das expectativas para o IGP-M em 2026 é de 3,71%, apresentando uma redução de dezesseis centésimos em relação a quatro semanas antes, quando era projetado em 3,87%.

Para 2027, o mercado projeta um IGP-M de 4,00%, representando uma elevação de 29 centésimos em relação a 2026. Esta elevação pode estar associada a expectativas de pressões inflacionárias no atacado, possivelmente relacionadas a dinâmica cambial e custos de insumos importados. A projeção para 2027 permaneceu estável em relação às semanas anteriores, com apenas um centésimo de variação.

Em 2028, as expectativas apontam para um IGP-M de 3,83%, representando uma redução de 17 centésimos em relação a 2027. Esta queda sugere que o mercado espera uma desaceleração das pressões inflacionárias no atacado conforme a economia se estabiliza. A projeção para 2028 sofreu uma redução de um centésimo em relação a uma semana antes, indicando uma revisão ligeiramente altista das expectativas.

Para 2029, o mercado projeta um IGP-M de 3,73%, mantendo-se próximo aos patamares de 2028. Esta estabilidade reflete expectativas de que o IGP-M convergirá para patamares moderados de inflação no atacado. Os dados mensais para fevereiro, março e abril de 2026 apontam para variações de -0,01%, 0,30% e 0,30% respectivamente, com uma inflação suavizada em doze meses de 3,99%, confirmando as expectativas de moderação das pressões inflacionárias no atacado.

Conclusão

O Boletim Focus de fevereiro de 2026 apresenta um cenário econômico caracterizado por inflação controlada, crescimento modesto e expectativas de redução gradual das taxas de juros ao longo do período 2026-2029. O IPCA é esperado em trajetória decrescente, convergindo para patamares próximos ao centro da meta. O PIB deverá crescer de forma modesta, com aceleração esperada apenas a partir de 2028. O câmbio apresenta expectativas de apreciação no curto prazo seguida de depreciação gradual. A SELIC deverá sofrer redução significativa conforme a inflação é controlada, enquanto o IGP-M mantém-se em patamares moderados. Este cenário reflete um mercado que espera a consolidação do processo desinflacionário e a normalização gradual das condições macroeconômicas, embora com crescimento econômico limitado pelas restrições estruturais da economia brasileira.

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